terça-feira, 14 de junho de 2011
Meireles e sua Orquestra 1967 Brazilian Beat vol. 2
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Aos 20 anos, montou um grupo para abrir as apresentações do trumpetista norte-americano Dizzy Gillespie na TV Record.
Em 1963, construiu os arranjos de sopros para metade das músicas de um disco considerado, por muitos, um dos melhores da história da música brasileira -- "Samba Esquema Novo", o primeiro álbum da inspirada discografia de Jorge Ben. Entre suas jóias, a ultra-conhecida (e nem por isso desgastada) introdução vibrante do clássico "Mas Que Nada".
Nos dois anos seguintes, mais um PEQUENO feito: à frente do grupo Copa 5, lançou, respectivamente, os instrumentais "O Som" e "O Novo Som", dois álbuns essenciais para entender o gênero conhecido atualmente como samba-jazz. O primeiro, com seis faixas, apresenta o CLÁSSICO "Quintessência" -- adotado por outros músicos como uma espécie de cartão de visitas de toda uma geração e regravado pelos grupos Os Cobras (em 1964), Zumba 5 (no mesmo ano) e pelo baterista Edison Machado em "Edison Machado é Samba Novo" (em 63, em versão, portanto, anterior à concebida por seu próprio compositor).
Para não perder o costume, reformula totalmente mais uma vez o Copa 5 para gravar o recém-lançado "Esquema Novo". O repertório apresenta quatro faixas inéditas, quatro regravações para músicas do compositor (entre elas, "Quintessência") e quatro versões para algumas de suas músicas preferidas -- "Naima" (John Coltrane), "Casa Forte" (Edu Lobo), "Vera Cruz" (Milton Nascimento e Márcio Borges) e "Céu e Mar" (Johnny Alf). Entre suas composições novas, a faixa-título recupera o fraseado clássico da introdução de "Mas Que Nada" e o transporta para um novo contexto, outro arranjo.
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